domingo, 9 de setembro de 2007

Procura-se futebol arte




Neste sábado mais uma vez o São Paulo mostrou porque é o melhor time do futebol brasileiro atualmente. Foi até o Rio de Janeiro e venceu o Vasco por dois a zero. Dagoberto e Hernandez foram os marcadores pelo time paulista. O time carioca não perdia em casa há mais de um ano.

O do Morumbi sobra na tabela, há algumas rodadas vem mantendo uma distância confortável do segundo colocado. Um time competente, mas que está longe de ser empolgante. Mas isto não tira os méritos do time paulista.

O fato é que o São Paulo se adaptou ao atual momento do futebol brasileiro. Conversando outro dia com um colega no trabalho, ele dissertou uma tese curiosa: o Brasileirão conta com o quinto escalão dos jogadores brasileiros. Segundo ele, o primeiro seriam os "europeus" que jogam no futebol italiano, espanhol e inglês. O segundo os "europeus" da Alemanha, Portugal e Holanda. O terceiro escalão joga no Japão e o quarto escalão é formado por jogadores "europeus" de campeonatos menos expressivos, como Turquia, Ucrânia e Rússia.

Foram-se os melhores jogadores e também o espetáculo. Um campeonato que atrai atenção e audiência, porque o futebol brasileiro é paixão e sempre vai despertar sentimentos passionais na torcida. Mas espanta aqueles que, acima de querer ver vitórias, desejam se empolgar com dribles, belos gols e times que jogam para ganhar e encantar.

Pode-se até dizer que o atual momento do futebol mundial é outro este. Até certo ponto eu concordo, basta ver que os últimos campeões mundiais desde de 1990 tinham um time mais técnico do que "artístico". Mas há de se levar em consideração que mesmo na Europa, onde o futebol é mais profissional, os jogadores continuam dando espetáculos.

Pergunto-me também se a atual forma de disputa da competição não teria prejudicado a intenção dos times de jogar pra frente. A disputa em pontos corridos faz com que cada partida seja uma espécie de final, a cautela se redobra. Pode até ser uma forma que não premie o melhor time, mas a disputa com finais empolga mais a torcida, os jogadores e, principalmente, os técnicos.

Os consecutivos resultados positivos do São Paulo podem impor um estilo de formação que privilegie a defesa, a marcação e faça com que o futebol arte seja apenas uma lembnança de quem acredita que uma partida de futebol é muito mais do que uma disputa de três pontos.

sábado, 8 de setembro de 2007

Eu falo é Cearês...




Inglês traduzido para o Cearês:

What the hell is that? =Diabéisso?
Hurry up! Avia, homi!
Take it easy! = Se avexe não!
Don't be stupid! = Deixe de ser jumento!
Let's go, fellows! = Rumbora, negada!
No thanks! = Carece não!
Very far away! = Lá na casaducarai!
Very good! = Danado de bom!
This way... = Pêralí...
More or less... = Marromeno...
Straight ahead... = No rumo da venta... = No rumo da renta...
Get out of the way! = Ó umêi! = Sai do mêi! = Arreda, negrada
That's cool! = É pai d'égua
I give up! = Eu peço penico!
Wait for me! = Perainda!
Hey, mister! = Psiu! Ei, seu Zé!
Son of a bitch! = Fíi duma égua!
Come to me, baby! = Ande, Tonha!
Where are you going? = Onturrai?
Where are you comming from? = Donturreim?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Upside Down

Exposição Mestre Nosa

Exposição de santos talhados na madeira pelos artesãos do centro Mestre Nosa. As peças estão expostas no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, no Ceará.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Geração Internet



Sobrinhos em momento de descontração navegando na Internet. É maravilhoso vê-los crescer, mesmo à distância.

Da esquerda para direita: Ana Clara, Gabi, Vivi e Josi.

Em pé: Jonas

Faltaram: Jordan e Camila

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Visões de Juazeiro


Saí de Juazeiro do Norte há quase uma década. Neste período voltei à cidade pelo menos uma vez ao ano. Nas visitas sempre conseguia identificar sinais de melhoras: prédios novos, novos serviços, lugares de lazer que não existiam quando eu morava aqui.
Mas desta vez foi diferente. Estive aqui em dezembro do ano passado. Voltei em menos de um ano. Agora o que percebi foi uma certa apatia. A cidade está feia, suja, descuidada. As principais ruas cheias de buracos. Até o shopping, um dos lugares que surgiu depois da minha saída, está abandonado e a freqüência também caiu.
A sensação que tive é que a cidade parou. Ninguém parece ter estímulo pra nada. Está faltando pensar grande.
O único lugar que me entusiasmou foi o Sesc. Passei alguns dos melhores momentos da minha infância e adolescência lá. O antigo prédio foi reformado, ficou moderno e ali sim as pessoas parecem estar mais antenadas com o que está acontecendo no mundo.
Ontem passei lá rapidinho, não deu pra tirar muitas fotos. Mas devo voltar lá antes de seguir para o Recife.

English made in Ceará


É conhecida a aptidão do cearense para idiomas, principalmente para o inglês. Estamos num estagio tão avançado que já temos nossos neologismos. Aqui, o milk shake virou... Basta olhar a foto!!!!

domingo, 2 de setembro de 2007

Conexão Salvador - Juazeiro do Norte (Ce)

Faz tanto tempo que eu não me lembro de quando tive um mês inteiro de férias. Desde o segundo semestre da faculdade eu comecei a ter atividades profissionais. Primeiro como bolsita de pesquisa científica e depois como estagiário.
Conciliar as férias da faculdade com algum tempo de folga nesses trabalhos sempre foi mais exceção do que regra. Com as greves, ficou praticamente impossível ter um mês inteiro para não fazer nada, pelo menos nada estressante.
Depois de formado vieram as prestações de serviço e somente há quase dois anos é que fui contratado pela primeira vez, pela TV Grande Rio, de Petrolina. Passei menos de um ano antes de me mudar pra Salvador e por isso não tive férias.
Logo quando cheguei a TV Bahia sofri um acidente e tive que ficar um mês de molho, mas isso não conta como férias, portanto, depois de todas essas explicações só me resta dizer: ESTOU TENDO AS PRIMEIRAS FÉRIAS PROFISSIONAIS DA MINHA VIDA.
Decidi fugir um pouco de terras baianas e voltar à minha cidade natal, para rever amigos e familiares.
Tinha duas opções, pagar quinhentos reais numa passagem de avião ou enfrentar quinze horas de viagem nessas estradas por módicos noventa e um reais. Não preciso nem dizer qual foi a minha escolha né?
E na última sexta-feira, dia 31 de agosto, eu me aventurei em enfrentar a odisséia de volta pra casa. Saí de Salvador as sete e meia (o horário de saída estava marcada para sete e meia, mas para quem se acostumou a enfrentar horas de atrasos em aeroportos isso foi um átimo de tempo).
Quando sentei na cadeira eu percebi que aquela seria uma longa viagem. Não apenas pela distância, mas, principalmente, pela falta de conforto (ou seria total ausência dele??). O fato é que tentei seguir o conselho da nossa ministra...
Felizmente o ônibus vinha vazio e pude me apoderar da cadeira ao meu lado, já que não havia sido vendida. Normalmente não tenho problemas pra dormir em ônibus, mas neste o desconforto era tanto que se dormi cinco horas foi muito. Ainda bem que inventaram mp3, mp4...
Ah, o ônibus tinha ar-condicionado. Eu já tinha separado uma camisa e um casaco, além de um lençol, mas o que faltava de conforto sobrava na baixa temperatura do equipamento. Tentamos, eu e os outros passageiros, a convencer o motorista a aumentar a temperatura. Segundo ele, a empresa já programava o ar-condicionado em uma temperatura determinada e ele não poderia mexer ou desligar. Desconfio que ele não soubesse mexer.
Então só nos sobrou mas uma vez, relaxar e gozar...
O ônibus até que não parou muito e depois de pouco mais das quinze horas prometidas eu cheguei à terrinha. Para mim, o melhor da viagem é sempre chegar, mas dessa vez teve um gostinho diferente.
O ônibus entrou no Ceará pela Chapada do Araripe (foto), um oásis verde no meio do árido sertão. Adoro quando isso acontece.
Você vai vendo toda aquela vegetação seca e de repente começa a surgir o verde, as plantas com folhas, alguns lagos e açudes. O entusiamos e a vontade de chegar logo crescem junto com a vegetação.
Enfim cheguei ao primeiro destino. O resto do dia foi pra matar o cansaço e a saudade da família. Aqui em Juazeiro está começando a romeirada de setembro (explico melhor em outro post). Gente de todo o Nordeste visita a cidade. É um período de intençã manifestação popular. Nos próximos dias eu conto pra vocês um pouco do que acontece por aqui e postarei algumas fotos.

Mudanças

Não, não estou deixando a capital baiana em busca de novas terras. Se você resistiu à falta de atualização do blog e vinha acessando-o nos últimos dias deve ter percebido que fiz algumas mudanças.
Um novo modelo, novas cores, novos elementos e em breve fotos...
Dessa vez vou ver se crio vergonha na cara e passo a atualizá-lo com mais frequência. Não sei se isso é uma promessa ou uma ameaça.