Era o meu primeiro dia no colégio. O Ginásio Batista do Cariri era uma das melhores escolas de Juazeiro do Norte e eu um promissor infante de apenas oito anos vindo de uma escola pública, que à época ainda guardava um resquício de qualidade. Fui alfabetizado em casa, por minha irmã. Quando fui para escola regular pulei toda a alfabetização e entrei direto na primeira série.
Meu pai, percebendo que eu tinha jeito pro estudo, resolveu me colocar no colégio que era referência de qualidade pra minha família. Não me forçou a nada. Mas me estimulou a aceitar o desafio de estudar numa escola mais exigente, com mais disciplinas e maior rigor. Pequenas atitudes que formam traços de nossa personalidade pro resto da vida.
E lá estava eu num mundo totalmente diferente de onde tinha vivido até então. Apesar da pouca idade, milhares de dúvidas passavam por minha cabeça: E se eu não conseguisse ser o bom aluno que sempre fui? E se eu não gostasse dos amigos? E se eu não fizesse amigos?
Meu pai pegou na minha mão e foi me conduziu até a sala de aula. Entre nós o mais completo silêncio.
Mas naquele momento eu olhei pra cima (saudades da época em que eu precisava olhar pra cima pra ver melhor o meu velho) e percebi que ele não precisa falar nada. Bastava estar ao meu lado. E ele estava, como sempre esteve, está e estará.
Ali eu percebi que não existia eu e meu pai. Unidos pela força de um pequeno gesto, formávamos um único Benjamim. Foi quando eu me agigantei, fiquei do tamanho do meu herói, fiquei do tamanho do meu PAI.
Nos momentos difíceis da vida eu ainda sinto a mão dele procurando a minha, sinto aquela força que foi se perdendo à medida que os passos foram ficando mais lentos, mas que nem por isso deixou de ser confortante. E mais do que isto, ainda escuto aquela frase que ele me disse há quase vinte anos quando me deixou na porta onde se abriu o mundo pra mim: não se preocupe, venho lhe pegar depois da aula. E voltou, ele sempre volta...
Mas naquele momento eu olhei pra cima (saudades da época em que eu precisava olhar pra cima pra ver melhor o meu velho) e percebi que ele não precisa falar nada. Bastava estar ao meu lado. E ele estava, como sempre esteve, está e estará.
Ali eu percebi que não existia eu e meu pai. Unidos pela força de um pequeno gesto, formávamos um único Benjamim. Foi quando eu me agigantei, fiquei do tamanho do meu herói, fiquei do tamanho do meu PAI.
Nos momentos difíceis da vida eu ainda sinto a mão dele procurando a minha, sinto aquela força que foi se perdendo à medida que os passos foram ficando mais lentos, mas que nem por isso deixou de ser confortante. E mais do que isto, ainda escuto aquela frase que ele me disse há quase vinte anos quando me deixou na porta onde se abriu o mundo pra mim: não se preocupe, venho lhe pegar depois da aula. E voltou, ele sempre volta...
7 comentários:
Cumpadre, antes de mais nada, um comentário: tu é tão velho, que na tua infância escola pública ainda era de qualidade. :P
De resto, belas palavras e sentimentos sinceros. É que se espera de um grande jornalista e grande homem. Espero que sejamos, também, do tamanho dos nossos amigos.
Abraço.
Bela homenagem ao Pai, é apenas o mínimo que sepode fazer para agradecer a força de incentivo e exemplo que o PAI dá para os filhos.
Parabéns!!!
aNDERSON mARCOS
Nossa! A cada palavra lida, uma lágrima caída, não de tristeza, mas de felicidade por que painho é um ponto de referência na nossa vida. Nunca cobrou nada da gente, só quer que sejamos felizes.Bem! vc sabe o quanto eu sou emotiva,e assim eu não vou párar de chorar. bjos! rsssss
Lindas palavras!! Emocionante a cada frase, a cada lembrança! Me vi criança lendo o texto!!!! Kisses
Belo post, Benja!
Adorei!
Fiquei até com vontade de escrever sobre (e para) o meu!
;)
Abraçooo,
Diego
Eu sabia que tu escrevia bem, mas não tanto eheheheheheh. Deixando a brincadeira de lado, achei o texto lindo, não pelas belas palavras, mas por cada sentimento que elas transmitem. Você impregnou o texto com muito sentimento!
Beijos
Wanessa
Nossa, lindo texto!!!
Deu saudades de quando eu morava com meus pais, era feliz e não sabia.
Abs
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