quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Meu Cenário - Santanna

Hoje é um dia importante pra todo sertanejo: Dia Nacional do Forró.
A data foi escolhida por ser o aniversário do maior icone da cultura nordestina, Luiz Gonzaga.
O clipe é de um dos seguidores do rei Lua. Santanna, o cantador.

Baeeeeeeeeeea

legenda: ADEUS SÉRIE C...

Pressão....


Fim da CPMF põe pressão sobre finanças brasileiras, diz 'FT'
da BBC Brasil

A derrota do governo brasileiro na votação para a prorrogação da CPMF, na madrugada desta quinta-feira, vai colocar pressão sobre as finanças públicas e dificultar o cumprimento da meta de superávit primário para o ano que vem, de 3,8% do PIB, segundo afirma reportagem publicada pelo diário britânico Financial Times em sua versão online.
mais aqui
BJ: Os petistas que já copiaram tantos programas do PSDB talvez tenham que copiar outra bandeira dos tucanos: o choque de gestão. Mas se bem conheço essa gente, eles vão é aumentar os impostos e jogar a culpa na oposição.

Vitória contra a chantagem...


fonte Uol
O Senado rejeitou, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prorrogaria a CPMF até 2011. A votação, realizada no início da madrugada desta quinta-feira (13), terminou com 45 votos a favor e 34 contra. Para aprovar, o governo precisava de 49 votos favoráveis. A oposição precisava apenas de 32 votos contrários. Com o resultado, a contribuição deixará de ser cobrada no próximo dia 31 de dezembro.
Mais aqui
BJ: A independência do legislativo venceu a chantagem do presidente Lula.

Estamos indo de volta pra casa...


Foram mais de três meses de ausência. Confesso que fazia um tempão que nem ao menos entrava no blog pra ver se ainda estava no ar. Primeiro foram as férias. No Ceará eu tinha computador à disposição, então até postei algumas mensagens de lá. Mas no Recife não.

De volta pra casa, fui perdendo o estímulo de escrever, de postar, de me expor. Talvez porque precisasse ficar sozinho. Talvez porque me faltassem estímulos. Talvez porque a vida real me encarou de frente depois de um período em que pude voar.

Neste tempo deixei de escrever sobre muitos assuntos que me interessam: esportes, políticas, economia, música (a baiana principalmente, o carnaval é logo ali), livros, amigos.

Há fatos que quando passam não voltam mais, esses se perderam nos textos que não escrevi, nas fotos que não postei, nos comentários que não fiz, nas palavras que deixei de dizer e que hoje talvez não tenham o mesmo sentido. Embora nos deixem com aquela dorzinha no peito de que poderia ter sido melhor, passaram...

Mas o bom da vida é que nada existe de forma absoluta. O mesmo ato de passar, que nos traz dores, também, as leva embora. É o velho e bom ditado que ouvia tanto de minha mãe: "Dê tempo ao tempo". Eu estou dando esse tempo. E sei que, ele que sempre foi meu amigo, vai saber me ajudar na hora certa.

O fato é que eu voltei. E como dizia Nietzsche, reproduzido numa música de Herbert Viana, um recomeço é uma forma de se encontrar. Espero me encontrar. Não consigo esconder que também ainda me faz falta um reencontro.

Para recomeçar posto a foto da linda cidade onde moro. Voltei das férias mais baiano, gostando mais de Salvador. Vou escrever depois sobre isso.

O que eu puder recuperar vou postando aos poucos. Mas sei que muitas palavras ainda serão ditas, muitos textos ainda serão escritos. Talvez algum deles ainda tenha sentido pra você.

domingo, 9 de setembro de 2007

Procura-se futebol arte




Neste sábado mais uma vez o São Paulo mostrou porque é o melhor time do futebol brasileiro atualmente. Foi até o Rio de Janeiro e venceu o Vasco por dois a zero. Dagoberto e Hernandez foram os marcadores pelo time paulista. O time carioca não perdia em casa há mais de um ano.

O do Morumbi sobra na tabela, há algumas rodadas vem mantendo uma distância confortável do segundo colocado. Um time competente, mas que está longe de ser empolgante. Mas isto não tira os méritos do time paulista.

O fato é que o São Paulo se adaptou ao atual momento do futebol brasileiro. Conversando outro dia com um colega no trabalho, ele dissertou uma tese curiosa: o Brasileirão conta com o quinto escalão dos jogadores brasileiros. Segundo ele, o primeiro seriam os "europeus" que jogam no futebol italiano, espanhol e inglês. O segundo os "europeus" da Alemanha, Portugal e Holanda. O terceiro escalão joga no Japão e o quarto escalão é formado por jogadores "europeus" de campeonatos menos expressivos, como Turquia, Ucrânia e Rússia.

Foram-se os melhores jogadores e também o espetáculo. Um campeonato que atrai atenção e audiência, porque o futebol brasileiro é paixão e sempre vai despertar sentimentos passionais na torcida. Mas espanta aqueles que, acima de querer ver vitórias, desejam se empolgar com dribles, belos gols e times que jogam para ganhar e encantar.

Pode-se até dizer que o atual momento do futebol mundial é outro este. Até certo ponto eu concordo, basta ver que os últimos campeões mundiais desde de 1990 tinham um time mais técnico do que "artístico". Mas há de se levar em consideração que mesmo na Europa, onde o futebol é mais profissional, os jogadores continuam dando espetáculos.

Pergunto-me também se a atual forma de disputa da competição não teria prejudicado a intenção dos times de jogar pra frente. A disputa em pontos corridos faz com que cada partida seja uma espécie de final, a cautela se redobra. Pode até ser uma forma que não premie o melhor time, mas a disputa com finais empolga mais a torcida, os jogadores e, principalmente, os técnicos.

Os consecutivos resultados positivos do São Paulo podem impor um estilo de formação que privilegie a defesa, a marcação e faça com que o futebol arte seja apenas uma lembnança de quem acredita que uma partida de futebol é muito mais do que uma disputa de três pontos.

sábado, 8 de setembro de 2007

Eu falo é Cearês...




Inglês traduzido para o Cearês:

What the hell is that? =Diabéisso?
Hurry up! Avia, homi!
Take it easy! = Se avexe não!
Don't be stupid! = Deixe de ser jumento!
Let's go, fellows! = Rumbora, negada!
No thanks! = Carece não!
Very far away! = Lá na casaducarai!
Very good! = Danado de bom!
This way... = Pêralí...
More or less... = Marromeno...
Straight ahead... = No rumo da venta... = No rumo da renta...
Get out of the way! = Ó umêi! = Sai do mêi! = Arreda, negrada
That's cool! = É pai d'égua
I give up! = Eu peço penico!
Wait for me! = Perainda!
Hey, mister! = Psiu! Ei, seu Zé!
Son of a bitch! = Fíi duma égua!
Come to me, baby! = Ande, Tonha!
Where are you going? = Onturrai?
Where are you comming from? = Donturreim?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Upside Down

Exposição Mestre Nosa

Exposição de santos talhados na madeira pelos artesãos do centro Mestre Nosa. As peças estão expostas no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, no Ceará.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Geração Internet



Sobrinhos em momento de descontração navegando na Internet. É maravilhoso vê-los crescer, mesmo à distância.

Da esquerda para direita: Ana Clara, Gabi, Vivi e Josi.

Em pé: Jonas

Faltaram: Jordan e Camila

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Visões de Juazeiro


Saí de Juazeiro do Norte há quase uma década. Neste período voltei à cidade pelo menos uma vez ao ano. Nas visitas sempre conseguia identificar sinais de melhoras: prédios novos, novos serviços, lugares de lazer que não existiam quando eu morava aqui.
Mas desta vez foi diferente. Estive aqui em dezembro do ano passado. Voltei em menos de um ano. Agora o que percebi foi uma certa apatia. A cidade está feia, suja, descuidada. As principais ruas cheias de buracos. Até o shopping, um dos lugares que surgiu depois da minha saída, está abandonado e a freqüência também caiu.
A sensação que tive é que a cidade parou. Ninguém parece ter estímulo pra nada. Está faltando pensar grande.
O único lugar que me entusiasmou foi o Sesc. Passei alguns dos melhores momentos da minha infância e adolescência lá. O antigo prédio foi reformado, ficou moderno e ali sim as pessoas parecem estar mais antenadas com o que está acontecendo no mundo.
Ontem passei lá rapidinho, não deu pra tirar muitas fotos. Mas devo voltar lá antes de seguir para o Recife.

English made in Ceará


É conhecida a aptidão do cearense para idiomas, principalmente para o inglês. Estamos num estagio tão avançado que já temos nossos neologismos. Aqui, o milk shake virou... Basta olhar a foto!!!!

domingo, 2 de setembro de 2007

Conexão Salvador - Juazeiro do Norte (Ce)

Faz tanto tempo que eu não me lembro de quando tive um mês inteiro de férias. Desde o segundo semestre da faculdade eu comecei a ter atividades profissionais. Primeiro como bolsita de pesquisa científica e depois como estagiário.
Conciliar as férias da faculdade com algum tempo de folga nesses trabalhos sempre foi mais exceção do que regra. Com as greves, ficou praticamente impossível ter um mês inteiro para não fazer nada, pelo menos nada estressante.
Depois de formado vieram as prestações de serviço e somente há quase dois anos é que fui contratado pela primeira vez, pela TV Grande Rio, de Petrolina. Passei menos de um ano antes de me mudar pra Salvador e por isso não tive férias.
Logo quando cheguei a TV Bahia sofri um acidente e tive que ficar um mês de molho, mas isso não conta como férias, portanto, depois de todas essas explicações só me resta dizer: ESTOU TENDO AS PRIMEIRAS FÉRIAS PROFISSIONAIS DA MINHA VIDA.
Decidi fugir um pouco de terras baianas e voltar à minha cidade natal, para rever amigos e familiares.
Tinha duas opções, pagar quinhentos reais numa passagem de avião ou enfrentar quinze horas de viagem nessas estradas por módicos noventa e um reais. Não preciso nem dizer qual foi a minha escolha né?
E na última sexta-feira, dia 31 de agosto, eu me aventurei em enfrentar a odisséia de volta pra casa. Saí de Salvador as sete e meia (o horário de saída estava marcada para sete e meia, mas para quem se acostumou a enfrentar horas de atrasos em aeroportos isso foi um átimo de tempo).
Quando sentei na cadeira eu percebi que aquela seria uma longa viagem. Não apenas pela distância, mas, principalmente, pela falta de conforto (ou seria total ausência dele??). O fato é que tentei seguir o conselho da nossa ministra...
Felizmente o ônibus vinha vazio e pude me apoderar da cadeira ao meu lado, já que não havia sido vendida. Normalmente não tenho problemas pra dormir em ônibus, mas neste o desconforto era tanto que se dormi cinco horas foi muito. Ainda bem que inventaram mp3, mp4...
Ah, o ônibus tinha ar-condicionado. Eu já tinha separado uma camisa e um casaco, além de um lençol, mas o que faltava de conforto sobrava na baixa temperatura do equipamento. Tentamos, eu e os outros passageiros, a convencer o motorista a aumentar a temperatura. Segundo ele, a empresa já programava o ar-condicionado em uma temperatura determinada e ele não poderia mexer ou desligar. Desconfio que ele não soubesse mexer.
Então só nos sobrou mas uma vez, relaxar e gozar...
O ônibus até que não parou muito e depois de pouco mais das quinze horas prometidas eu cheguei à terrinha. Para mim, o melhor da viagem é sempre chegar, mas dessa vez teve um gostinho diferente.
O ônibus entrou no Ceará pela Chapada do Araripe (foto), um oásis verde no meio do árido sertão. Adoro quando isso acontece.
Você vai vendo toda aquela vegetação seca e de repente começa a surgir o verde, as plantas com folhas, alguns lagos e açudes. O entusiamos e a vontade de chegar logo crescem junto com a vegetação.
Enfim cheguei ao primeiro destino. O resto do dia foi pra matar o cansaço e a saudade da família. Aqui em Juazeiro está começando a romeirada de setembro (explico melhor em outro post). Gente de todo o Nordeste visita a cidade. É um período de intençã manifestação popular. Nos próximos dias eu conto pra vocês um pouco do que acontece por aqui e postarei algumas fotos.

Mudanças

Não, não estou deixando a capital baiana em busca de novas terras. Se você resistiu à falta de atualização do blog e vinha acessando-o nos últimos dias deve ter percebido que fiz algumas mudanças.
Um novo modelo, novas cores, novos elementos e em breve fotos...
Dessa vez vou ver se crio vergonha na cara e passo a atualizá-lo com mais frequência. Não sei se isso é uma promessa ou uma ameaça.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

QUISERA SER

Quisera ter olhos poéticos
E ver o mundo com alma de criança
Jogar a partida da vida com a irresponsabilidade de um artilheiro
Encarar o jogo com a seriedade de um técnico

Quisera ser um brincante
Misturar palavras em combinações perfeitas
Exprimir liberdades poéticas
Espalhar o sentimento do mundo

Quisera enamorar-me das letras
Seduzi-las com um olhar
Fazê-las corresponder aos meus encantos
E, por capricho, presentear-me com a poesia da vida

Quisera ser um Wagner
Contrastar o nome alemão com minha alma latina
Fernandopessoar a minha vida
Futebolizar os meus instantes

Não quisera ser amigo,
Isto sei que sou
Meio sem jeito, ensaio uma poesia
Para o amigo que das letras é doutor

Desejo parabéns
Pedindo liberdade pra relembrar
Que pela lei da natureza
Irmãos sempre hão de se achar
*Ao irmão Wagner Sarmento, que hoje fica mais velho

Tocando em Frente- Almir Sater

Estou tocando a boiada da minha vida...

domingo, 12 de agosto de 2007

Somos do tamanho dos nossos heróis

Era o meu primeiro dia no colégio. O Ginásio Batista do Cariri era uma das melhores escolas de Juazeiro do Norte e eu um promissor infante de apenas oito anos vindo de uma escola pública, que à época ainda guardava um resquício de qualidade.

Fui alfabetizado em casa, por minha irmã. Quando fui para escola regular pulei toda a alfabetização e entrei direto na primeira série.

Meu pai, percebendo que eu tinha jeito pro estudo, resolveu me colocar no colégio que era referência de qualidade pra minha família. Não me forçou a nada. Mas me estimulou a aceitar o desafio de estudar numa escola mais exigente, com mais disciplinas e maior rigor. Pequenas atitudes que formam traços de nossa personalidade pro resto da vida.

E lá estava eu num mundo totalmente diferente de onde tinha vivido até então. Apesar da pouca idade, milhares de dúvidas passavam por minha cabeça: E se eu não conseguisse ser o bom aluno que sempre fui? E se eu não gostasse dos amigos? E se eu não fizesse amigos?
Meu pai pegou na minha mão e foi me conduziu até a sala de aula. Entre nós o mais completo silêncio.

Mas naquele momento eu olhei pra cima (saudades da época em que eu precisava olhar pra cima pra ver melhor o meu velho) e percebi que ele não precisa falar nada. Bastava estar ao meu lado. E ele estava, como sempre esteve, está e estará.

Ali eu percebi que não existia eu e meu pai. Unidos pela força de um pequeno gesto, formávamos um único Benjamim. Foi quando eu me agigantei, fiquei do tamanho do meu herói, fiquei do tamanho do meu PAI.

Nos momentos difíceis da vida eu ainda sinto a mão dele procurando a minha, sinto aquela força que foi se perdendo à medida que os passos foram ficando mais lentos, mas que nem por isso deixou de ser confortante. E mais do que isto, ainda escuto aquela frase que ele me disse há quase vinte anos quando me deixou na porta onde se abriu o mundo pra mim: não se preocupe, venho lhe pegar depois da aula. E voltou, ele sempre volta...

A VOLTA DO BOÊMIO

Umas das lembranças da minha infância que guardo viva na memória é das noites em que ia dormir e lá estava meu pai: luz apagada, rádio ligada na Iracema AM, músicas antigas tocando. Eu deitava, rezava, pedia a bênção a ele e adormecia ouvindo as músicas que ele gostava e que eu acabei gostando também. Uma delas é esta música de Nelson Gonçalves.
Sinto muita falta dessas noites. Sinto muita falta do meu velho painho...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ai Delicia

Não estranhe se nos próximos meses entre os vídeos postados aqui estejam muitos de axé. O verão está chegando e com ele os ensaios. Carnaval é logo ali.

domingo, 5 de agosto de 2007

Ele não sabia???


Já virou rotina, piada, vergonha...
Toda vez que estoura algum escândalo ou o governo deixa patente sua incompetência em administrar o Brasil, lá vem o presidente Lula dizer que não sabia, que não foi informado. Como se ele não estivesse lá pra isso, pra saber do que acontece.
A última dele, que não é tão última, visto que a crise aérea se prolonga há quase um ano, é dizer que não sabia da gravidade do caos nos aeroportos.
Santa memória da imprensa. Um artigo assinado (dizer que Lula assina algum artigo chega a parecer engraçado, mas de assinar a ter escrito vai uma diferença enorme) pelo então candidato à presidência falava justamente da necessidade de atenção para o setor.
Cinco anos passaram. E o que mudou? Lula além de não saber de nada também se esquece do que disse?
Confiram o artigo clicando aqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Jammil e Claudinha

O verão já está chegando, mas como em Salvador bate chuva nesta semana e aquele friozinho, decidi postar esta música como clipe da semana.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Ausente, mas por um motivo nobre...

Prometi que voltaria a escrever com mais assiduidade, e o farei. Mas este final de semana vou voltar ao meu Recife. De lá sigo até Garanhuns, para o Festival de Inverno. Estarei ausente até segunda-feira, volto com muitas novidades e histórias pra contar...
Até mais...
Ah, a foto é de um dos locais de que mais gosto no Recife. A Rua da Aurora...

Nelly Furtado -Try

Sei que tenho postado muitos vídeos aqui recentemente, uma maneira de manter o blog atualizado.
Vou tentar postar mais textos, mostrar mais meus pensamentos.
Mas pra voltar à ativa, deixo vocês com o clipe da semana.
Conheci recentemente Nelly Furtado. Gostei muito das letras e da batida das músicas.
Vou pesquisar mais sobre ela e depois deixou um texto aqui.
Try é uma das músicas que mais gostei dela. Espero que gostem também...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Tô voltando

ESTIVE AUSENTE DO BLOG ESSES DIAS.
DEIXEI PASSAR MUITA COISA IMPORTANTE QUE ACONTECEU. MAS É ASSIM, SEM INSPIRAÇÃO OU ESTÍMULO NÃO ADIANTA FORÇAR A BARRA.
VOLTO AOS POUCOS, MAS VOLTO...

sábado, 14 de julho de 2007

PAN RIO 2007 Adriana Calcanhoto

A abertura do Pan 2007 foi emocionante. Este trecho foi um dos que mais gostei.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Carro de Pobre - Sai de Baixo

Quem nunca viu ou andou num carro assim?

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Cafe Tacuba - Avientame

O clipe de hoje é de um grupo colombiano chamado Café Tacuba. A música Avientame é da trilha sonora do filme Amores Perros.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Te lo Agradezco, Pero no

Volto a publicar um vídeo de música em espanhol, uma das minhas paixões.
O clipe de hoje é de um dueto de Alejandro Sanz e Shakira.
Como sempre faço, procurei postar uma música que não fosse tão conhecida.
Vejam o clipe...

domingo, 1 de julho de 2007

Que bom você chegou...

Manhã de primeiro de julho de 2006. Há exatamente um ano eu estava me preparando pra uma viagem que mudaria minha vida. À tarde eu voaria para Salvador. Não seria uma viagem de turismo, como milhares de pessoas fazem a cada ano. Viria para morar.

A data não havia sido escolhida à toa. No mesmo dia o Brasil enfrentaria a França pelas quartas-de-final da Copa do Mundo. Sempre quis estar no Pelourinho em um jogo da seleção brasileira.

Claro, eu tinha sido estimulado pela transmissão da Globo e pelos gritos de Galvão Bueno que sempre queria mostrar como estava o pelô depois da vitória do Brasil.

A selação brasileira acabou sendo derrotada pela França por um a zero . Fim de Copa para nós brasileiros. Mas o fim, muitas vezes, pode significar o começo. Foi assim comigo. Alfa e ômega se uniram pra saudar minha chegada a essa terra de simbolismos.

Simbolismos históricos também. A minha chegada foi exatamente um dia antes da data em que os baianos comemoram a Independência da Bahia. Uma festa cívica que lembra a força guerreira desse povo que venho aprendendo a admirar neste tempo que estou aqui.

Foi amor à primeira vista. Ao contrário de Caetano Veloso que ao desembarcar em São Paulo não viu o seu rosto na cor acinzentada da capital paulista, eu me vi na luz do sol que fazia questão de brilhar com mais intensidade para realçar a beleza de Salvador. Ao chegar, percebi logo que a capital baiana era uma terra para ser admirada em todos os sentidos. Uma cidade sensorial.

Uma cidade em que visão, audição, tato, olfato e paladar se unem para tornar a vida mais feliz: E como o baiano faz questão de ser feliz. Depois de um ano eu ainda não consegui descobrir o segredo dessa simbiose: Salvador é uma cidade mais feliz por causa de seus moradores ou os moradores são mais felizes porque moram aqui? O fato é que o apelido da capital de um lugar chamado de estado da alegria não poderia ser outro senão felicidade.

No período em que estou aqui eu sorri e chorei, gostei e desgostei, quis e não quis, fui e não fui. Como em qualquer outro lugar em que eu vivesse, mas o que vai ficar como marca deste primeiro ano de soteropolitanidade é a minha transformação em baiano.

Hoje sou mais tranqüilo, tolerante. Se um problema não tem solução, eu relaxo, porque não tem solução, se ele tem solução eu relaxo porque tem solução. Mas aprendi também que tranqüilidade e tolerancia não são sinônimos de indolência, como erradamente tanta gente costuma pensar. De perto vi a garra e a força desse povo que transformou Salvador na terceira maior capital brasileira.

Fiquei mais sincrético também. Esta terra me fez devoto do Senhor do Bonfim, até fui batizado com água de cheiro, mas também me fez oferecer flores a Iemanjá. Foi aqui que aprendi a amar o carnaval tanto quanto o São João. E é aqui onde o verão é mais do que uma estação do ano, é uma instituição.

Por tudo isso, eu posso dizer que já sou um baiano. Mas sou baiano principalmente porque o meu coração pulsa no ritmo cadenciado dessa cidade. E quero, neste novo ano, poder curtir mais ainda minha baianidade nagô.

Como por encanto aconteceu...

Primeiro de julho é uma data marcante na minha vida: o dia da minha chegada a Salvador.
Foi amor à primeira vista. Impossível não se apaixonar por esta terra linda. E a música do clipe, de que eu já gostava, ganhou novo significado quando eu encarei Salvador frente a frente e vi o meu rosto...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Paciência

Nos últimos dias eu postei muitos vídeos no blog. Vou retornar aos textos e análises e deixarei os vídeos para dias específicos.
Hoje, quarta-feira, é dia do clipe da semana.
O escolhido foi, mais uma vez, um cantor pernambucano (baianos não me joguem pedras).
Esta música marcou uma fase importante da minha vida. Quando eu cheguei ao Recife ela estava tocando em todas as rádios. Impossível não escutá-la e não lembrar da minha chegada e do início difícil na capital pernambucana.
Paciência, de Lenine.

domingo, 24 de junho de 2007

pamonha de Cajazeiras

Em festa junina não pode faltar pamonha...

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Assum Preto

Quem disse que a cultura popular não é clássica?
E viva o Nordeste...

Dominguinhos, Sivuca, Oswaldinho e Luiz Gonzaga

Quarteto fantástico

Boiadeiro

Simplesmente genial

Rei do Baião

Difícil Escolher as melhores músicas do Rei do Baião. Mas também impossível fazer uma seleção e não incluir estas que ai estão.
Grande parte dos domingos de minha vida eu acordava ouvindo o velho Lua. Um programa de rádio em que só se tocava Luiz Gonzaga. O programa existe até hoje.

Bom São João

São João não é São João sem Luiz Gonzaga. Nessa entrevista rara o rei do baião fala do fascínio que tinha por Lampião e como Padre Cícero recebeu o cangaceiro em Juazeiro do Norte.
Viva o São João, viva o velho Lua...

São João do Nordeste

Amanhã, véspera de São João, todas as afiliadas da Globo na região vão mostrar o segundo programa do São João do Nordeste. Estarei em Cruz das Almas, distante 146 km de Salvador, e de lá entraremos ao vivo com o show do forrozeiro Adelmário Coelho.
Cruz das Almas é conhecida aqui na Bahia como a terra da guerra das espadas de fogo. É a primeira vez que vou lá e na volta explico como é essa tradição local.
O São João do Nordeste começa logo depois do Zorra Total.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Estakazero - Encosta n'eu

Como alguns baianos falaram que eu só escolho clipe de peernambucanos, resolvi fazer uma atualização extra do clipe da semana com uma banda de forró baiana que conheci depois que vim morar na terrinha. Estaka Zero, forró bom demais...
Aproveito pra dedicar essa música... bom, isso é outra história.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Meu Cenário

O clipe da semana de São João é especial.
Qual o resultado da parceria entre um cearense e um pernambucano? O produto final pode ser vários, mas tenha certeza que todos eles de qualidade.
É o que pode ser comprovado nesse clipe do cearense Santanna cantando uma música do Pernambucanos Petrúcio Amorim.
Para ver o clipe basta clicar no link ao lado.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A direita em mãos francesas


O resultado das urnas mostra que houve um grande vencedor nas eleições parlamentares da França: Nicolas Sarkozy. O presidente eleito em maio viu o seu partido conquistar 313 das 557 cadeiras do parlamento. Uma vitória pessoal dele que após a campanha presidencial empenhou-se em pedir votos para os deputados do partido.

A conquista lhe garante maioria para fazer as reformas que prometeu na campanha. Em um país marcadamente de esquerda, a vitória completa do União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente, mostra que a França guinou para direita.

As promessas de Sarkozy aproximam a França de mudanças empreendidas em outros países europeu como Alemanha, Espanha, Portugal e até Grécia. A diminuição dos gastos do Estado e uma aplicação mais consciente do dinheiro público são os pilares dessa política. É certo que o presidente, mesmo com a ampla maioria, vai enfrentar dificuldades caseiras, principalmente em um país onde o estado sempre foi centralizador e gastador.

O mundo, principalmente os partidos de direita, olha para França com esperança e ansiedade. Esperança que um bom governo de Sarkozy possa fazer com que as políticas de direita ganhem espaço em outros países da Europa e fora dela e ansioso para que isso aconteça rápido. Quase vinte anos depois da queda do socialismo, as políticas de mercado não conseguiram resolver ainda todos os problemas antigos e os que surgiram depois.

Caberá a Sarkozy, como coube antes a José Maria Aznar, da Espanha, mostrar ao mundo que uma política de direita com distribuição de renda, sem assistencialismo e sem endividamento do Estado é possível.

sábado, 16 de junho de 2007

Prorrogação

Nos pés dele, a bola parece mais leve. O campo, mais liso. Em ação, ele não corre. Passeia. Desliza. Baila. Um tango de poucos sorrisos e habilidade singular. Uma dança que ecoa tragédia aos adversários. Seu nome foi emprestado do lendário conquistador espanhol Don Juan. Dom que seduz. Multidões.

Quer descobrir quem é o jogador de quem o jornalista Wagner Sarmento fala? Basta acessa a coluna PRORROGAÇÃO

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Humor

Um das coisas que mais gosto de fazer na vida é rir. Recebi hoje um vídeo de um humorista gaúcho, Rafinha Bastos. Ele segue a linha daquelas stand-up comedy americanas. Muito engraçado. Nesses dias tão tumultuados, vale a pena ver e rir um pouquinho.
Para assistir basta clicar na imagem ai em cima

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O AMOR É FILME...

Em homenagem ao dia dos namorados, comemorado ontem, o clipe da semana vem em clima romântico. Mas como ainda estamos no período junino, procurei um clipe romântico, mas num estilo bem regional.
O amor é filme faz parte da trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro. Quem canta é Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado.

Para ver o clipe basta clicar na imagem ai do lado.

domingo, 10 de junho de 2007

São João do Nordeste

O motivo da minha ausência no blog na última semana é que estava produzindo o bloco da TV Bahia para o programa São João do Nordeste, que vai ser exibido pelas afiliadas da Globo na região no próximo dia dezesseis.

Em breve estarei postando aqui algumas fotos lá da gravação.

Por enquanto, você pode ver o spot da chamada da programação. Para assistir à chamada basta clicar na imagem ai em cima.

Soy Boca

DALE, DALE, DALE BOCA
Na próxima quarta-feira Boca Juniors e Grêmio jogam a primeira partida da final da Copa Libertadores da América. O torneio continental que reúne os times que tiveram melhor desempenho no ano anterior nos campeonatos nacionais da América do Sul e do México.
O campeão disputará o mundial interclubes no final do ano, no outro lado do mundo, no Japão. A prevalecer a lógica, deverá enfrentar o Milan, campeão europeu de clubes.
Nacionalismo à parte, sou Boca desde criancinha. Motivos não me faltam, desde o simples prazer de torcer contra o Grêmio até o fato do Boca ser o time que mais canecos ganhou na competição.
Houve uma época em que acreditava que, na falta do São Paulo, o Grêmio era a equipe que melhor representava o Brasil na Libertadores.
Mas isto foi antes da Batalha dos Aflitos.
O Grêmio me escolheu como adversário desde então e aumentou minha raiva ao eliminar o São Paulo este ano.
Sou um dos poucos brasileiros que admiram o povo argentino. O futebol e a raça dos platenses são um dos principais alvos dessa minha admiração.
Portanto, não venham me falar em Brasil contra Argentina. Em raça gremista. Prefico a raça prateada. Em campo é Boca contra Grêmio.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Se Tu Quiser


A SESSÃO CLIPE DA SEMANA ENTRA EM RITMO JUNINO.
O clipe de hoje é de minha amiga Nádia Maia. Ela canta uma composição de meu conterrâneo Xico Bezerra, grande poeta cratense de nascimento e recifense de coração.
Para ouvir basta clicar no link ao lado.

E o São João...???


Chuva fina e constante durante dias, temperaturas mais baixas, aquele friozinho. É hora de dormir com uma coberta mais pesada. É época de colher o milho plantado três meses antes e de saborear canjincas, pamonhas e outras delícias feitas de milho.
A sanfona, a zabumba e o triângulo começam a tocar com mais intensidade. As chinelas se arrastam com mais facilidade. E o ar se mescla com um cheiro inconfundível de fogueira e de pólvora. É junho...
Alguém que nasceu e viveu um pouquinho no interior do Nordeste sabe que quando isso acontece é sinal de que a maior festa nordestina se aproxima: As Festas Juninas, ou simplesmente, São João, como nós sertanejos costumamos falar.
Para mim, elas fazem parte daquele conjunto de recordações da infância que sempre voltam à memória em determinados momentos do ano.
Lembro-me até hoje que aguardava ansiosamente a primeira banca de bombinhas e chuvinhas ser montada já no final de maio. Tanto quanto a chuva e a comida de milho, saber que alguém já tinha se preocupado em montar a banquinha era sinal de que o São João estava próximo.
Era hora também de se dedicar mais aos estudos. Tirar boas notas pra não ter que passar o São João estudando pras provas. Até hoje não sei se o fato da prova de matemática ser sempre no dia vinte e quatro de junho era coincidência ou maldade dos professores.
Os dias passavam e chegava a primeira fogueira: a de Santo Antônio. É bem verdade que o Santo é mais lembrado pelas encalhadas de plantão, mas há quem cultive o hábito de também acender fogueira ao santo até hoje.
Sabia-se que dali há dez dias seria a grande noite. Sim, porque pra nós crianças era assim que era tratada a data. Junto com o Reveillon era uma das únicas noites do ano em que se era permitido dormir depois da meia-noite.
Comprava-se roupa nova, sapato novo, tudo novo.
Passei alguns das datas em sítio. E posso garantir que quem nunca teve esta experiência não sabe o que está perdendo.
Lembro-me até hoje de duas ocasiões engraçadas desta época. Nas duas eu era muito pequeno. Eu tinha ganhado uma camisa de lá e eis que um fiozinho deu o ar da graça justamente na noite de São João. Eu, curioso que só eu, inventei de puxar o fio e a camisa se desmanchou toda. Tive que me contentar em vistar uma roupa "velha". Ainda bem que não ficou o trauma.
Umas da nossas farras preferidas no São João era esperar a fogueira baixar pra pular. Em um outro ano eu inventei de fazer isso. E quando saltei sobre a fogueira, meu tênis novinho, dos Trapalhões, caiu dentro da fogueira. Deu pra recuperar, mas ficou um pouco queimado.
Quando saí do interior e fui morar no Recife eu não esperava que o São João fosse algo tão festejado em uma capital.
Acho que as pessoas, como eu, que viveram essa fase da vida no interior quando se mudam pra capital não querem perder o hábito e fazem com quem a festa continue viva por aqui.
Foi quando fui morar no Recife que conheci as duas maiores festas juninas do mundo: Campina Grande e Caruaru. Não me perguntem qual das duas é melhor.
São festas mais estilizadas, mas nem por isso perderam o brilho junino.
Este ano será o primeiro São João que passo na Bahia e tenho certeza que vai ser tão bom quanto todos os outros.

Tenho culpa - parte 2


Em uma postagem anterior eu publiquei uma poesia de um dos maiores poetas nordestinos da atualidade: Petrúcio Amorim. Era a poesia Filho do Dono.
Um amigo do Recife me disse que encontrou essa música no youtube. Fui procurar e pra minha surpresa realmente estava lá. Fiquei mais surpreso ainda quando vi que o vídeo tinha sido exibido pela Globo Nordeste, na época em que eu trabalhava lá.
A produção e iniciativa foram dos próprios cantores. Alguns deles, meus amigos...
Vejam o clipe clicando na imagem ai em cima

Desculpas

Peço desculpas pela falta de atualização durante essa semana. É que minha cabeça estava centrada em trabalho. Vamos voltar às atualizações normais...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Mas tenho culpa

Desde que surgiram os primeiros envolvidos na Operação Navalha que eu venho pensando no que escrever sobre ela aqui no Blog. Não é meu objetivo fazer um blog apenas jornalístico, então descartei a idéia de acompanhar diariamente com notícias o que vem acontecendo.
Pensei em expressar aqui a minha indignação, mas ao conversar com as pessoas vi que muita gente acha que essa é "mais uma" operação que não vai dar em nada.
Percebi que a descrença nos políticos é na verdade uma descrença em nós mesmo, na nossa sociedade. Fique pensando, pensando em que postar, algo que demonstrasse esse sentimento de indignação Não encontrava nada, até que hoje pela manhã me lembrei dessa poesia de Petrúcio Amorim. Não precisa explicar nada sobre ele, basta ler...

Filho do Dono
Petrúcio Amorim

Não sou profeta
Nem tão pouco visionário
Mas o diário desse mundo
Tá na cara
Um viajante na boleia do destino
Sou mais um fio
Da tesoura e da navalha
Levando a vida
Tiro versos da cartola
Chora viola
Nesse mundo sem amor
Desigualdade
Rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia
Que console o cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura
E o planeta sente a dor
O desespero
No olhar de uma criança
A humanidade
Fecha os olhos pra não ver
Televisão
De fantasia e violência
Alimenta o crime
Cresce a fome do poder
Boi com sede
Bebe lama
Barriga seca
Não da sono
Eu não sou dono do mundo
Mas tenho culpa
Porque sou filho do dono

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Los gatos como yo...



A partir desta semana às quartas-feiras vou postar ai ao lado o clipe da semana. A primeira é dessa moça ai de cima de quem sou fã: Shakira.

A música é "Te Dejo Madrid". Não é uma de suas mais conhecidas composições, mas é uma das que mais gosto.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Ao irmão com carinho!!


Sabe aquelas amizades que nascem quase que junto com a gente e seguem pelo resto da vida? Daquelas que fazem você ser capaz de se lembrar desde de fatos marcantes até pequenas passagens da vida do amigo? Como por exemplo quando ele conseguiu pela primeira vez andar de bicicleta ou quando ele ganhou aquele concurso de redação literária que até hoje ilustra o currículo dele, para o seu desespero.

Quando você ganhou aquela medalha dos jogos estudantis ele estava na arquibancada junto com sua família e no resultado do vestibular ele foi o primeiro que quis raspa sua cabeça. São momentos que realmente marcam e fazem a vida de dois amigos se torna melhor.

Com esse cara ai da foto não foi assim, conheci Leonardo Vasconcelos, ou simplesmente Léo, quando éramos adultos, pelo menos na idade biológica. Eu estava na segunda turma à frente da dele na faculdade de jornalismo. Fomos aproximado pela organização da primeira Copa Paulo Francis de Futebol.

Em seguida trabalhamos juntos na Assessoria de Comunicação da UFPE e foi lá que a amizade cresceu e nos transformou em irmãos. Se não compartilhamos momentos da nossa infância e adolescência, não nos faltam histórias.

Lembro que na época das vacas magras era com ele que dividia cachorro-quente na hora do almoço. Sempre que o dinheiro permitia iamos ao bom e velho restaurate Cabidela do Baracho, na cidade universitária, lá no Recife. Bem, chamar o estabelecimento de restaurante é bondade minha.

Aos poucos foi se tornando o conselheiro de todas as horas e assuntos. Sensato e paciente, sabe como ninguém aguentar minhas chatices e até me faz ver que, às vezes, estou errado.

Mas o começo difícil não nos impediu de rir da vida e com ela. E talvez até tenha nos ajudado a encarar as dificuldades com bom humor. Posso citar inúmeros casos engraçados. Como no dia em que achávamos que nos tornaríamos mega empresários do entretenimento ao vender ingressos como cambistas para o primeiro show de Babado Novo no Recife. Não conseguimos nem os ingressos e muito menos entrar no show.

Putz, lembrei agora o dia em que o carro da UFPE que nos levava pra fazer o programa na Rádio Univesitária quebrou e tivemos que descer pra empurá-lo em plena Avenida Norte. E todos os carros que passavam buzinavam, as pessoas gritavam e a gente ria feito dois bestas.

Mas como todo amigo, ele não é uma companhia apenas para as horas alegres. E é pra ele até hoje que conto minhas angústias, minhas dúvidas. Mesmo à distância se faz presente em momentos difíceis e alegres pra mim. É para ele também a quem primeiro conto meus planos. E são dele as mais importantes opiniões que me fazem tomar decisões.

E o que falar do meu teste de seleção para o estágio da Globo. Como um ritual sempre nos reuniamos depois pra contar como foi cada etapa e conversar sobre as seguintes. Até hoje quando como esfirra do Habib's me lembro dos dias em que fazíamos isso como um símbolo de uma vitória.

Quando eu deixei o Recife foi esse cara quem foi ao aeroporto levar o abraço amigo e dizer que se eu não gostasse ou algo saisse errado que eu voltasse, eles estariam me esperando. O verbo no plural se referia à família dele, que também passou a ser a minha. Hoje eu sei que se precisar terei o apoio não apenas da minha família no Ceará, como também da minha família recifense.

"Voe mais alto, irmão", foi a mensagem que recebi dele no celular ao entrar na sala de embarque naquele dia que deixei a capital pernambucana para morar em Petrolina.

Irmão, falar de um cara como você não é tarefa fácil. São tantas histórias e provas de amizade que fica difícil até escolher algumas. Você merece todas as homenagens possíveis. Você nasceu para brilhar. E por mais que em alguns momentos a vida nos pareça uma aventura obscura saiba que essa sua luz ilumina a escuridão. Você não está sozinho, tem muita gente ao seu lado e entre essas pessoas estou eu.

Não me importa saber se encabeço a sua lista de amigos. Se estou no meio dela ou se a finalizo. Pra mim o importante é saber que o tenho como amigo e irmão. Que a uma ligação de telefone posso encontrar todo o apoio e a força pra seguir e também lhe dar apoio. A distância que separa o Recife de Salvador não nos afasta...

"Se avexe não...Amanhã pode acontecer tudo inclusive nada.Se avexe não...A lagarta rasteja até o dia em que cria asas. Se avexe não...que a burrinha da felicidade nunca se atrasa. Se avexe não...Amanhã ela pára na porta da tua casa. Se avexe não...Toda caminhada começa no primeiro passo. A natureza não tem pressa segue seu compasso. Inexoravelmente chega lá...Se avexe não...Observe quem vai subindo a ladeira seja princesa, seja lavadeira...Pra ir mais alto vai ter que suar." Accioly Neto
FELIZ ANIVERSÁRIO, IRMÃO...

domingo, 27 de maio de 2007

Ele é o cara


O coração do Brail volta a acelerar:

Um dos meus programas favoritos do final de semana é tomar o café-da-manhã numa padaria perto de minha casa na manhã de domingo.
Hoje não foi diferente, apesar da chuva que ameaçava cair em Salvador e do friozinho que fazia.
Tive a sorte de chegar à padaria poucos antes da largada do Grande Prêmio de Mônaco. Foi curioso ver que aos poucos as pessoas que chegavam ao local ou as que iam passando e ouviam o som dos motores automaticamente paravam para olhar a TV e iam logo perguntando: é Massa que está na frente?
Não, não era. Ainda era o aquecimento. E logo começou uma conversa que mais parecia papo sobre futebol em um botequim. De repente é como se todos os brasileiros passassem a enteder de automobilismo, de circuitos, de pilotos.
A defesa de Massa era unânime. Todos elogiando o piloto e dizendo que o terceiro lugar na largada era importante. Como num passe de mágica todos entendiam que o circuito de Mônaco não é propício a ultrapassagens e favorecia a McLaren.
Mas havia quem acreditasse na vitória do piloto brasileiro. Seja por uma batida entre Alonso e Lewis Hamilton ou por alguma estratégia da Ferrari. Chegaram a dizer que Schumacher havia ido ao circuito "dar uma mãozinha" ao amigo brasileiro.
Na volta pra casa, vim correndo porque queria ver o resto da corrida (sim, eu faço parte do grupo que acredita sempre na vitória de Massa) e foi curioso ver, ou ouvir, que muitas televisões estavam ligadas na corrida. Algo que me fez lembrar da minha adolescência quando parávamos e nos reuniamos para ver Ayrton Senna correr.
Tenho certeza que a cena se repetiu em todos os cantos do Brasil. Nas cidades grandes, na médias, nas pequenas, nos sítios e fazendas. Por isso o título do post. Por ter nos devolvido o gosto pelo automobilismo e por nos fazer acreditar que podemos voltar a ser campeões Felipe Massa é o cara...
Ele chegou em terceiro, fez o que lhe cabia fazer. Abriu dez pontos de vantagens sobre o companheiro de equipe e se recuperou de um início de tempora dificil (ver post seguinte). Está a cinco pontos dos líderes e agora tem pela frente dois circuitos que são favoráveis a Ferrari, no Canadá e em Indianápolis. Vamos torcer...

Vai que é tua...


Desde a vitória de Felipe Massa no GP do Brasil de F1 no ano passado que ficamos com aquela sensação de que "agora vai".
Quase quinze anos depois da morte de Ayrton Senna nós brasileiros ainda nos sentimos órfãos de um nome que nos represente à altura na mais importante categoria do automobilismo.
Início atípico:
Veio a primeira corrida, na Austrália, e aquele friozinho na barriga. Não foi como esperávamos.
Punido por ter trocado o motor depois da classificação, Massa partiu da 22ª posição. Fez uma ótima corrida de recuperação, terminou em sexto. Mas era pouco pra quem nos prometeu tanto. Para piorar, o companheiro de equipe, Mike Raikkonen, chegou em primeiro.
Gosto amargo:
A segunda prova, na Malásia, prometia ser o início da recuperação do piloto brasileiro. Cravou a Pole. Mas veio a corrida... Perdeu a primeira posição para Alonso, em seguida saiu da pista e só conseguiu chegar em quinto lugar. Além da desconfiança dos brasileiros, Massa também atraiu a crítica da imprensa italiana. Pensamos: já vimos esse filme.
Noites da Arábia:
A temporada dois mil e sete começou pra Felipa Massa no Bahrein: Ele dominou desde os treinos livres até o final da prova. Se aproximou do líder e sinalizou pra torcedores e imprensa que a má fase tinha acabado.
Festa na casa do adversário:
Se vingança é um prato que se come frio, Massa soube esperar bem a oportunidade para dar o troco a Alonso, e foi na Espanha. O brasileiro, que marcou a terceira pole seguida na temporada, disputou novamente a liderança com o espanhol logo no início da corrida, mas dessa vez quem rodou não foi o brasileiro. Além de garantir o primeiro lugar, Felipe ultrapassava o companheiro de equipe na classificação do campeonato. Fator importante para se firmar com número um na equipe.
Favas contadas:
O GP de Mônaco, já se sabia, tinha grandes chances de ser da McLaren. E assim foi desde os treinos livre. Massa largou em terceiro e assim permaneceu durante toda a prova. Alonso ganhou e Lewis Hamilton chegou em segundo. Com o resultado da corrida o piloto brasileiro abriu uma vantagem de dez pontos em cima do companheiro de equipe e está a cinco dos dois pilotos da McLaren, que lideram o campeonato.
Se Mônaco era favorável para a McLaren, Massa vai ter pela frente dois circuitos, no Canadá e em Indianápolis, com a cara da Ferrari. Agora é torcer pra que ele abocanhe mais vinte pontinhos e possa aparecer logo, logo no topo da classificação.

Mais uma do aprendiz de Ditador...


Na última quarta-feira Hugo Chavez, presidente da Venezuela, deu mais uma demonstração de sua sanha ditatorial. A Suprema Corte da Venezuela determinou que a RCTV deverá sair do ar até às 23h59min deste domingo. A partir dessa data, se continuar emitindo o sinal, será considerada uma TV ilegal.
Para entender um pouco da história, a Suprema Corte da Venezuela é mais um órgão tutelado pelo presidente bolivariano. Em um país sério, o poder judiciário teria como uma das funções pôr freio ao apetite ditarial de alguns governantes, mas não tem sido assim na nossa vizinha andina desde que Hugo Chavez apeou o poder e passou a ser ele mesmo a lei e a ordem no país.
Já a RCTV, uma empresa privada mas de natureza pública, como todo canal de televisão, está no ar há cinqüenta e três anos. É o canal mais antigo em operação e um dos três mais visto na Venezuela.
O motivo para ter atraído a ira chavista? A empresa é ligado a um grupo americano, de Miami, e é um dos poucos focos de resistência ao populismo presidencial. Foi acusado pelo senhor absoluto da Venezuela de ter apoiado um golpe para lhe tirar do poder em 2002. Para Chavez, ela está a serviço de Washington, pronta para doutrinar a população a aceitar a "dominação americana".
Além se sofrer um forte atentado contra a liberdade de imprensa, a sociedade venezuelana, que parece anestesiada pelos programas assistencialista do governo, sofreu uma ataque à propriedade privada. Todo o equipamento da TV vai ser confiscado e utilizado pelo governo na nova TV "amiga" da Venezuela. Isso é ilegalidade pura.
Toda emissora de televisão é uma empresa privada de natureza pública porque a concessão é do governo, ou seja, atende a um interesse público, mas todo o maquinário e equipamento é de propriedade privada. O dinheiro ali investido é de um grupo privado, veio de trabalho, investimento. A decisão de confiscar antenas, câmeras, link, ilhas de edição e todos os outros equipamentos é um saque a sociedade liberal constituída.
O fato curioso é que o fim das transmissões da RCTV vai deixar sem fim a novela de maior audiência no país atualmente. É como se os brasileiros não pudessem ver o final de uma novela das nove da Rede Globo. Já pensou o tanto de protesto que isso geraria no Brasil?
Os donos da empresa dizem que vão procurar ajuda internacional para tentar reaver o direito de transmissão e os equipamentos. Hoje, na despedida, a emissora leva ao ar o programa especial Un amigo es para siempre, que vai reviver os melhores momentos do mais de meio século do canal.
E onde está o governo brasileiro no repúdio a essa atitude ditarial e arbitrária? Estados Unidos, União Européia, Peru e México já manifestaram oficialmente o repúdio à atitude. E a posição do Brasil... É a omissão.

Luto...

Fui acordado neste sábado por uma das piores notícias que alguém pode receber. Uma ligação do Ceará àquela hora do dia já era prenúncio de que algo acontecera, e não era bom. Do outro lado da linha eu percebia o esforço de minha irmã querendo acabar com a agonia aparente já na minha forma de atender o celular.
Carlos Eduardo, Cacá, irmão da minha grande amiga, Alynne, tinha sofrido um acidente de carro e não resitiu. Depois da notícia só me lembro de ouvir minha irmã dizer que Alynne e a irmã mais nova estava indo da Paraíba, onde moram, para Juazeiro.
A primeira reação é duvidar que aquilo realmente está acontecendo. Depois penso na dor que todos devem estar passando. Dá uma vontade de estar com eles nessa hora. Mas a distância não torna isso possível. Tento ligar para o celular de Alynne, mas dá caixa. Depois me contaram que ela não sabia que o irmão não tinha resistido, algo que só veio a saber em Juazeiro.
Como deve ter sido a viagem de minha amiga? Quantos pensamentos e lembranças passaram pela cabeça dela?
Conheci Alynne no colégio aos dez anos de idade, ou seja há dezessete anos. É aquela típica amizade em que por causa da gente, as famílias acabam se tornando amigas também, embora não tão próximas. Estudamos da quarta-série do primeiro grau (como chamávamos na época) até o terceiro ano (hoje ensino médio). Fizemos parte de um grupo de alunos que cresceram juntos tendo a escola como extensão natural das nossas casas.
Cacá é o único irmão de Alynne e Renata, e o filho do meio. O conheci muito novo, estudou no mesmo colégio que nós. Como todo irmão mais novo, não gostava muito dos meninos que se aproximavam de Alynne.
O tempo e a maturidade posterior à adolescência me aproximou mais dele. A amizade com Alynne me fez acompanhar de forma indireta o crescimento do irmão. Através dela ficava sabendo o que vinha fazendo, o que desejava fazer, inclusive algumas angustias e incertezas que todos temos. Algo natural, pois é assim a nossa amizade. Eu, Magda e Alynne compartilhamos sempre os momentos de alegria, dor, angústia e até de solidão e isso, como disse anteriormente, acaba envolvendo outras pessoas da nossa família.
Essas notícias sempre mexem comigo e até demorei um pouco pensando no que escrever. A essa hora deve estar acontecendo o sepultamento do corpo de Cacá. Eu não pude estar presente, mas sei que minha família esteve lá, ajudando no que fosse possível e necessário.
De Cacá vou guardar as imagens do menino que fazia cara feia quando eu chegava à casa dele, mas também vou lembrar das nossas poucas e rápidas conversas sobre futebol na adolescência e as também rápidas conversas sobre o que estávamos fazendo agora na fase adulta.
Mas de todas as lembranças a que vai ficar mais viva é a do último Natal. Quando fomos pra casa da tia de Alynne no Crato. Sabe como é cearense, gosta de uma piada. E quando se juntam alguns então, fazem um show de humor. É do Carlos Eduardo alegre e cheio de histórias pra contar que eu vou me lembrar sempre.
À família todos os meus sentimentos, mesmo à distância estou com vocês...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

FHC e a esfinge...


PREPARADO PARA ATIRAR:
O jornalista Josias de Sousa divulgou hoje em seu blog que o Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) estaria à frente de um grupo suprapartidário que articulará um agenda de oposição ao presidente Lula. Nesta agenda alternativa alguns pontos se destacam: violência, meio ambiente e geração de empregos.
Para o ex-presidente, o cenário internacional proporcionará a Lula guiar o avião (o Brasil, não o aerolula) sem sobressaltos (a menos que acontece alguma falha nos sistemas de controle de tráfego, como no Brasil real). Seria preciso portanto aproximar-se da população com uma proposta que fosse além da crítica à falta de ética dos partidos aliados e à sanha governamental por medidas provisórias. Ainda segundo o jornalista a tentativa se dá num momento em que Lula ensaia uma aproximação com o tucano.
Já FHC defende uma oposição mais acirrada no Congresso Nacional, até porque querendo ou não Lula tem as chaves do cofre e ninguém do executivo, inclusive da oposição, atiraria no pé levantando a voz pra o presidente. Não é de hoje que o tucano-mor procura, sem sucesso, articular uma oposição que passe menos tempo gritando e consiga convencer a sociedade das mazelas do governo.
Uma tarefa dificílima quando do outro lado o presidente se beneficia da recuperação inerte de uma economia favorecida pelo bom momento no mercado internacional e de um sistema de distribuição de renda muitas vezes confundido com esmolas. Muitas das tentativas do ex-presidente geraram desconfortos inclusive no partido de que ele é presidente de honra.
Essa nova tentativa busca impedir um avanço de Lula em parte da então oposição. Não imagina-se que partidos como PFL e PSDB subam nesse momento do palanque lulista, mas também é descabido imaginar que esses partidos levantem a voz contra o presidente em um momento em que Lula conta com maioria no Congresso e forte apoio popular.
As denúncias de corrupção que atingiram o governo Lula parecem ter passado batidas pela população que decidiu dar mais quatro anos a ele à frente da presidência. Encontrar um discurso que passe da retórica à prática é uma das tarefas mais difíceis para um grupo que se ver reduzido: os oposicionistas por convicção.
A tentativa da oposição é também a busca de uma via para assegurar uma boa votação nas eleições municipais do ano que vem. Com os cofres abertos aos aliados e a burocracia estatal para os oposicionistas, Lula, que assumiu de vez a articulação do governo, vai, legitimamente, tentar abocanhar as principais prefeituras do País. Algumas delas nas mãos da oposição, como o Rio de Janeiro e São Paulo.
Nas prefeituras de médio e pequeno porte conta com o apoio do novo passeiro no avião presidencial: o PMDB. Por trás dessa articulação, FHC tenta não apenas se firmar como uma força política da oposição. Ele quer barrar a influência de Lula na escolha do sucessor em 2010. Sucessor que poderia levar ele mesmo, Lula, ao poder novamente em 2014. Sucessão que já ronda o ninho tucano com o canto da sereia do PMDB, partido que decidiu ficar a reboque do PT (nada novo, em se tratando de PMDB), na tentativa de cooptar o presidenciável Aécio Neves, estrela de primeira linha do tucanato.
A resposta que vale um milhão de reais é: O presidente de honra do PSDB vai conseguir articular a oposição e se apresentar como uma alternativa ao governo ou vai ficar pregando para acadêmicos e será mais uma vez escondido e esquecido pelos partidários?

Do Timbu, do peixe e a outra coisa...



TIMBU COROADO
A segunda partida do Náutico na volta à Primeira divisão era vista por muitos alvirrubros como o jogo do campeonato. E ganhou mais importância depois que o time foi garfado no jogo contra o Atlético Mineiro, nas Gerais. Ganhar do todo-poderoso São Paulo e garantir os três primeiros pontos virou mais do que uma obrigação, se transformou em uma necessidade de primeiro grau para as pretensões do Timbu neste campeonato.
O Náutico foi melhor em grande parte do jogo (acompanhei pela internet) e quando o São Paulo parecia melhorar em campo tomou o gol que ganhou lances de heroísmo porque o carrasco Acosta estava machucado.
Vitória importantíssima para assegurar o Náutico na primeirona e quem sabe nos fazer sonhar com uma possível Libertadores.
Embora torça pelos dois times, optei pelo Pernambuco. O primeiro por acreditar que o São Paulo ainda ter chance de chegar bem ao final do campeonato mesmo com a derrota para o Náutico. Já para o time do Recife uma derrota poderia levar ao início de uma crise que iria desestabilizar a equipe e comprometer os planos de permanecer na Primeira Divisão. O segundo motivo me foi dado depois pelo amigo Wagner, que também torce pelos dois times. É melhor perdemos esse campeonato e ganhar um treinador que esteja a altura do São Paulo do que corrermos o risco de ter mais um ano com Muricy.
Parabéns à torcida do Náutico. Lotou o estádio dos Aflitos (o que não é tão dificil). Gritos, vibrações e palmas divididas entre apoiar o time em campo e secar a Coisa que jogava a quilômetros de distância, no Rio de Janeiro...

E O PEIXE DEVOROU O LEÃO...
Depois de meses de encheção de saco. De Globo Esporte, de Jornal Nacional, de Esporte Espetacular, ele finalmente deu o ar da graça. Como a crônica de uma morte anunciada o famigerado gol mil de Romário, o peixe, saiu ( ou seria entrou?). Gol que não parece tendo em vista as polêmicas que cercam o número. O fato é que para os pernambucanos de bem (os que não torcem pelo Sport, entenda-se) o gol de Romário vai garantir gozação em cima dos rubro-negros por muito tempo. Para os alvirrubros o gol trouxe um alívio, pois não tivesse o baixinho massacrado o Sport poderia ser o Náutico a vítima da vez, no próximo final de semana.
Fico imaginando como deve ter sido a segunda-feira nas ruas do Recife. Os alvirrubros rindo à toa, a cidade em vermelho e branco e os torcedores chatos do sport, como só eles sabem ser, argumentando que devem faltar mais de cinquenta gols para o verdadeiro gol do baixinho sair.
Devo dizer que não suportava mais essa história de gol mil, mas também sou obrigado a confessar que valeu a pena esperar esse tempo todo para ver o Sport entrar na história como o time que levou o gol do baixinho...
Levar gol mil de Romário é luxo!!!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Meu coração bate...


Em uma de suas declarações o Papa Bento XVI se referiu a Baviera alemã como o lugar pelo qual seu coração bate.
As palavras me tocaram porque não tinha visto até então uma demonstração carinhosa do Sumo Pontífice, que parece duro como uma rocha em seus princípios e propósitos.
É interessante notar que até as pessoas mais fechadas sempre se "derretem" por alguém ou algum lugar. Já que o Papa se referiu a um lugar, deixemos as pessoas de lado, por enquanto.
Assim como Bento XVI eu também tenho um lugar pelo qual meu coração bate. Ele se chama o Recife. Assim mesmo, antecedido por um artigo definido.
Sei que muitos vão reclamar porque não foi lá onde nasci. Por isso ou por aquilo, mas o Recife sempre esteve presente em minha vida desde muito cedo como o lugar onde eu deveria ir estudar. Onde eu deveria ganhar a vida. E assim foi. Terra onde fiz muitos amigos, terra que me acolheu e adotou. É por isso que é pelo Recife que meu coração bate, sem desmerecer meu Juazeiro do Norte, que também amo.
Dizem que o nosso tesouro está escondido onde está o nosso coração. O meu coração está no Recife...